Papai Papudo morreu

Por Raphael Roale em 16/07/2010

Morreu hoje o Papai Papudo, cuja presença foi marcante durante grande parte da minha infância. Seu indefectível “Crianças, que horas são? Cinco e sessenta!” era incansavelmente repetido no Programa do Bozo, na década de 80, junto com a Vovó Mafalda e os bonecos Zecão, Lili e Macarrão.

Bozo e Papai Papudo
Programa do Bozo: Papai Papudo, Vovó Mafalda e sua turma.

Mas o engraçado mesmo é que só hoje fui descobrir que o Papai Papudo, na verdade, era o Gibe – protagonista de centenas de episódios do quadro “Câmera Escondida” do programa Sílvio Santos e seu trash “Topa Tudo por Dinheiro”.


Câmera Escondida: morto pega taxi!

O Gibe, cujo nome verdadeiro era Gilberto Fernandes, além de ator era também redator. Tinha 75 anos e estava internado no Instituto do Coração para tratar um estreitamento de válvula.

Fonte: Correio Braziliense


O tombo Prosaico: video cassetada

Por Raphael Roale em 08/07/2010

Todo mundo gosta de vídeos de tombo. Se for uma autêntica vídeo cassetada com alguém que você conhece a coisa fica mais divertida ainda.

Eu já falei sobre a Banda Prosaico por aqui. E banda independente tem dessas coisas: fazem os próprios clipes, gravam as próprias músicas, pedem ajuda à sogra, ao amigos… e caem!

Divirtam-se!


Vídeo de Eliza Samudio, do caso do goleiro Bruno do Flamengo

Por Raphael Roale em 08/07/2010

O goleiro Bruno do Flamengo está todo enrolado. Ele é suspeito do desaparecimento de sua ex-namorada Eliza Samudio (que usava o nome de Fernanda Faria nos filmes da Brasileirinhas), vista pela última vez no início de Junho. Um menor de 17 anos contou à polícia que ela já estaria morta, mas que ele não teria participado do crime.

O goleiro Bruno e seu amigo Macarrão foram presos e estão, por enquanto, no presídio Bangu 2.


Vídeo de Eliza Samudio, a Fernanda Faria da Brasileirinhas

Se você quiser saber se Eliza Samudio está morta e se o Caso Bruno foi resolvido, acesse aqui.


Briga de mulheres. Com vídeo.

Por Raphael Roale em 07/07/2010

Lá em Santiago, no Chile, brasileiros e chilenos assistiam juntos à partida da copa. No primeiro gol do Brasil, uma brasileira exagera um pouquinho na comemoração e leva porrada da chilena. E ninguém separa a briga de mulheres: os socos e tapas entre as mulheres continua até cansar. Veja só:

Três contra uma… e qual foi o placar de Brasil e Chile na copa mesmo?


King Size Rio: loucura, loucura!

Por Raphael Roale em 03/01/2010

O Rio de Janeiro continua lindo… e quente! O buraco aqui é tão mais embaixo que o cara acaba perdendo completamente a sanidade. E não estou falando só do sujeito com a carteirinha do Pinel e passe livre nos ônibus, como esse aí do vídeo que mistura amor e loucura, máfia chinesa e corte portuguesa, estupro e suruba nas barcas rio-niterói. É muito mais.

É a verdadeira loucura labial, frases de loucura jorradas como para-quedas da própria realidade.

Nem eu sei o que estou fazendo por aqui. Alguém pode me ajudar?


Massagista de Modelos

Por Raphael Roale em 22/06/2009

O Massagista de Modelos sofre. Não tem sindicato. Não tem sábados, domingos, nem feriados. Onde está a regulamentação? São horas de pé, todo dia. Os braços doem, a musculatura adormece. Ele quer mais. Muito mais do que esfregar corpos femininos o dia todo.

Ele quer ser reconhecido, quer um patrão que elogie o atingimento de suas metas, quer o que todos sonhamos como emprego ideal: trabalhar atrás de uma mesa, com telefones tocando o dia inteiro, muitas responsabilidades, quer se sentir importante.

Ele está estressado. Ele quer trocar de emprego. Com você.

E ai? Quem se habilita?

Fonte: Extraordinária campanha da Dream Job. Ás vezes o UOL acerta.


A inveja é uma merda

Por Raphael Roale em 17/05/2009

Eu tenhos muitos projetos, uns sozinho e outros bem acompanhado. O Carioca no Cerrado não é o único: falo sobre gestão no Minha Gestão, idiotices no Idiotices, textos católicos no Minha Prece; além de manter em funcionamento (e rendendo) o Diário do Professor do Declev, o REARJ da REARJ, o Fórum da REBEA, o Turista Profissional da Ana, e alguns outros. A lista é grande.

Mas esta última, a Ana, já falei sobre ela aqui. Ana Portugal. Botou na telha de escrever sobre suas mirabolantes viagens pelo mundo. Juro que tentei fazê-la desistir, mas que nada. Continuou. Virou blogueira. Agora a coitadinha foi agraciada com longos 3 dias num dos hotéis/spa/resort/termas mais extraordinários do Brasil: O Ouro Minas Grande Hotel e Termas de Araxá. Com tudo pago; grátis; 0800; na faixa; ou qualquer outro termos que caiba neste contexto.

O hotel? Veja por si:

Fachada do Ouro Minas Grande Hotel e Termas, em Araxá
Uma fachada simples, muito simples.

Imagem aérea do Ouro Minas Grande Hotel e Termas, em Araxá
Um complexo que poderia ser um pouqinho maior, não é?

Lago do Ouro Minas Grande Hotel e Termas, em Araxá
Um lago nada agradável. Tomara que esteja bem gelado!

Acomodações do Ouro Minas Grande Hotel e Termas, em Araxá
Quartinho básico, pouco luxo. Aquilo ali é uma champagne? Desnecessário.

Quer saber o que mais ela vai fazer? Banho de Mel e Massagem Relaxante, Banho de Vinho, Banho de Aveia e Terapia Corporal com Pedras Quentes, Banho de Pétalas e Massagem Express na Cadeira, Drenagem Linfática e outras tantas coisinhas básicas.

A bem aventurada ação é uma iniciativa da Com Você Comunicação, de Belo Horizonte. E vai reunir do dia 28 a 31 de maio um grupo de formadores de opinião para conhecer o hotel durante o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Araxá.

Ana, aperte o cinto e boa viagem!


Banda Prosaico. Som de primeira linha.

Por Raphael Roale em 16/05/2009

Eu tenho um monte de artistas na família. São desenhistas, pintores, poetas, músicos… se bem que quando eu era moleque eu também fazia arte. Mas só daquela de quebrar copos, destruir portas e me arrebentar de bicicleta. Daí que quando vejo um destes caras se destacando fico com aquela pontinha de inveja boa que faz a gente sorrir pelo canto da boca sem perceber.

Vejam com atenção o vídeo da banda aí debaixo. Já, já eu conto o que é.

A banda se chama Prosaico, rock de primeira. O baterista sem camisa e com cara galã é Dauler, meu primo – um daqueles artistas que mencionei lá em cima. Os caras estão na luta há alguns anos, só com músicas próprias. Este ano ganharam um festival de Rock e tocaram no carnaval da Lapa, no Rio. Gravaram um vídeo e mandaram para o Programa Agenda, da Globonews. E não é que os caras apareceram edição de ontem, com toda a pompa e circustância a quem tem direito?

Já estou novamente com aquele sorrizinho no canto da boca.

Quer saber mais? Visite o Site da Banda Prosaico.


Vou com Jesus. Mas prefiro voltar sozinho.

Por Raphael Roale em 09/05/2009

Outro dia estava levando minha senhora ao aeroporto aqui de Brasília quando ouço uma gritaria infernal do meu lado. Era um ônibus escolar, repleto de crianças. Talvez indo para um excursão ou coisa que o valha.

O ônibus passou, olhei e não resisti. Tive que fotografar.

Ônibus escolar com mensagem do inferno

Não entendeu a pegadinha? Aí está:

Vou com Jesus se não voltar estarei com ele
“Vou com Jesus. Se não voltar, estarei com ele”.

Isso é sacanagem? Ou será o bonde do terror, das almas perdidas, um passeio sem volta ao juízo final? Talvez por isso eu mesmo tenha passado a levar minhas filhas à escola. Assim tenho a certeza de que voltam para casa.


Feriadão

Por Raphael Roale em 15/04/2009

Segunda-feira é sempre um dia complicado, principalmente pela manhã. Raras foram as vezes em que marquei algo importante nesse período, como uma reunião de trabalho ou uma visita ao médico. No fim-de-semana chuto o pau da barraca: bebo de tudo, como de tudo e durmo quase nada. Daí que o intestino fica em frangalhos, e é justamente na segunda de manhã que o malandro resolve me lembrar de tudo o que eu fiz nos dias anteriores.

A Cagada no Feriadão
Que grande cagada – por bonecosanimados

Pois bem. Anteontem foi segunda-feira, e resolveram marcar para mim um vôo bem cedo. Pela WebJet, em aviões velhos e aeromoças com uniforme de padaria.

Na verdade não era tão cedo assim, mas não dava tempo de deixar o fim-de-semana descer pelo vaso sanitário calmamente como manda o figurino antes de me aventurar em qualquer coisa longe do conforto da minha suíte.

Então tomei um banho, levei as crianças na escola, voltei, e só deu tempo de me arrumar, pegar a mala e correr para o aeroporto. Com um pensamento fixo de deixar a lembrança do feriadão numa daquelas cabines do banheiro masculino do aeroporto de Brasília – aliás, no segundo andar, perto dos balcões das companhias aéreas, os banheiros são excelentes: limpos e vazios. Vale a visita.

Mas esqueci da porra do trânsito. Ouvi o Max Gheringer na CBN, as merdas do Boechat e a Mônica Bérgamo na BandNews, uma ou duas músicas do Legião Urbana no CD e quando voltei pra BandNews e entrou o Simão eu já suava como um porco: primeiro pela hora, que já devia ter embarcado; segundo pelo feriadão, prestes a sair ali mesmo, no balão do aeroporto.

Mas consegui chegar no estacionamento faltando 10 minutos para o avião partir. Enfiei o carro em qualquer vaga, e corri pro balcão da WebJet torcendo para ter perdido o vôo. E como é no segundo andar, minha cabine cativa do banheiro masculino não me saía da cabeça, e o feriadão já me doendo o rabo.

“Sorte a sua, senhor! O vôo está atrasado, acabaram de chamar. Este é o seu cartão. Embarque imediato, portão 7. Tenha uma boa viagem!” – Boa viagem é o cacete! Corri para o embarque, mesa de raio-x, 12 metros, portão 7, assento 16C. Dali em diante foram exatos 28 minutos de pavor, até que as luzes de apertar os cintos se apagassem e eu cambalear até o banheiro minúsculo da parte de trás do avião.

Arranquei as calças, sentei, e fantástica sensação de alívio de finalmente me livrar do feriadão me fez esquecer até onde estava. Turbulência rolando, abri os braços como Jesus Cristo e me segurei nas paredes do cubículo. Estava até achando interessante, dada a facilidade do remelexo em desovar as lembranças e dissipar o enorme odor de minhas entranhas – para quem não sabe, os vasos sanitários dos aviões são químicos, não tem água, e o cheiro só vai embora depois da descarga.

E não é que, no meio de meu ato pessoal e intransferível, ouvi várias batidas na porta e alguém forçando sua abertura? Me equilibrei e segurei com força, tentando impedir aquele ato tão violento. “Senhor, senhor!” berrava a aeromoça. O avião estava caindo? O piloto desmaiou com o cheiro? Eu desmaiei com o cheiro e o avião já pousou? Continuei segurando com força, mas a filha da puta conseguiu abrir a porta. E me pegou lá, calça no chão, testa suada, e o cheiro quase obsceno de todas as cervejas, churrascos e ovos de páscoa do feriadão depositados naquele minúsculo vaso sanitário.

“Está tudo bem, senhor? Precisa de alguma ajuda?” – Não, porra. Tá maluca? Estou vivo, não está vendo? Fechei a porta e perdi a concentração.

Foi quando percebi que, na minha pose de Jesus Cristo no enxofre, apertei acidentalmente o botão de emergência e chamei a aeromoça. Puta protocolo de merda. Puta banheiro de merda. Puta cheiro de merda – literalmente.