Quando afirmo que aqui no cerrado a coisa é de maluco, tem neguim que me sacaneia. Dizem que o errado sou eu, vejam só! Eu nunca erro, no máximo cometo um pequeno equívoco.

Caro leitor, me acompanhe e ajude a entender. Minha filha, que tem treze anos, travou comigo o seguinte diálogo:

- Pai, minhas amigas estão fulas da vida comigo. Comentei com elas ontem que talvez a gente pudesse fazer o trabalho da escola aqui em casa hoje lá pela uma da tarde. Só que elas vieram nessa hora e ficaram esperando no portão um tempão e depois se mandaram, já que a gente não tava em casa. Pô… essas meninas tão malucas? Eu nem tinha confirmado nada!

Minha filha descobriu na prática um hábito tenebroso, que em nada se assemelha aos padrões cariocas de convivência pacífica e sem encheção de saco: aqui, basta marcar e o cara aparecer. Porra, fala sério!

Lá no Rio é comum a frase “aparece lá em casa tomar alguma coisa” mas sem a menor intenção de ficar na porta aguardando o malandro chegar. Normal. É quase que substituto do “tchau, até mais”.

Agora, sabem o que eu faço? Deixo claro que ligo para confirmar a combinação, se a tal realmente for acontecer. Já até me questionam: essa é uma combinação carioca ou de verdade?

E eu vou aguentando…

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