Agora é lei: letra de médico nunca mais!
Por Raphael Roale em 20/10/2008Letra de médico é um droga, e ser médico hoje é sinônimo de escrever garrancho! Só funciona naquele atestado médico em que só o que importa mesmo são os dias de licença médica.
Lembro que certa vez, de madrugada, tive que voltar ao maldito pronto-socorro para re-escrever uma receita médica porque em duas farmácias não conseguiram entender o que o malandro prescreveu para minha filha. Isso debaixo de chuva e ela com febre de quase 40 graus! Geralmente pergunto várias vezes o nome do remédio, mas naquele dia, no meio da crise, havia esquecido completamente.

Receituário: um doce para quem decifrar!
Mas agora a maldição das receitas ilegÃveis parece que chegou ao fim, pelo menos aqui no Distrito Federal: o nosso benevolente governador Arruda sancionou uma lei que obriga que todas as receitas feitas por médicos e dentistas nos hospitais públicos e particulares do DF sejam informatizadas. E ainda dá ultimato: o prazo para a implementação do sistema é de 90 dias.
Mas nem tudo são flores. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal acha que três meses é pouco tempo para a instalação do sistema eletrônico e já prevê atraso no cumprimento da lei na rede pública. E o Sindicato dos Médicos do DF reza na mesma bÃblia, com a desculpa para já comunicar o atraso pois nem todos os médicos sabem utilizar computador e Internet. E os coitadinhos precisam de mais tempo para “capacitação“!
Será que esses caras não conhecem estagiários?
Fonte: G1
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20 outubro, 2008 Ã s 23:40
Agora é lei: letra de médico nunca mais! | Carioca no Cerrado…
As receitas médicas do DF devem ser informatizadas no prazo máximo de 90 dias. Ser médico não terá o mesmo significado de letra ruim e ilegÃvel….
21 outubro, 2008 Ã s 08:27
Raphael, eu acho que essa lei deveria ser extendida a todos os profissionais, já que tenho um amigo advogado que adora deixar bilhetinhos para mim, mas que invariavelmente vão parar nas mãos de um farmacêutico, pq eu nunca consigo decifrar os hieroglifos!
Mas falando sério, essa (abominável) prática difundida entre a classe médica é no mÃnimo irresponsável, que pode acarretar em trocas de medicamentos e sabe-se Deus no que mais! Já que nem todos os doutores sabem mexer no PC, que tal a boa e velha letrinha de forma? Ou quem sabe um bloquinho de receituário pautado como caderno de caligrafia…
Seu blog é excelente, um veneno, que prejudica o bom andamento do meu serviço! =]
Parabéns!
21 outubro, 2008 Ã s 10:11
Espero que comece a ser seguida o mais rápido possÃvel pois as vezes deixamos pra comprar determinado remédio dias depois da consulta e se não lembrarmos o nome do medicamente é grande a chance que o farmacêutico não entenda a letra! hehe
Abraços
3 novembro, 2008 Ã s 10:50
[...] solicitações de exames praticamente ilegÃveis, como algumas de medicamentos e que devem acabar, pelo menos em BrasÃlia, representam outro problema. A atendente do laboratório provavelmente [...]
9 novembro, 2008 Ã s 14:52
Adorei a tal da informatização das prescrições médicas…ninguém merece os garranchos infelizes….eu acho o seguinte: pra passar no mÃnimo 6 anos em uma faculdade, pelo menos escrever direito é uma obrigação…ou será que essa é uma forma encontrada de se proteger das possÃveis consequências de determinadas ações duvidosas??? Só pode ser!…
25 novembro, 2008 Ã s 22:53
caligrafia neles!
9 outubro, 2009 Ã s 17:33
Também acho que o receituário bem como todos os documentos hospitalares internos referentes a pacientes devem ser informatizados…no entanto, os comentários assinalados no post são sofrÃveis. Pois nem todo médico tem caligrafia incompreensÃvel e, além disso, a pressão exercida pelo Sistema Único de Saúde e pelos convênios médicos sobre o profissional médico para que este atenda mais pessoas e em menor tempo propicia os tão falados garranchos entre outras coisas. É uma pena que estas pessoas que fizeram comentários anteriormente não tenham a compreensão da dificuldade do exercÃcio da profissão médica.
4 junho, 2010 Ã s 08:24
Letra ilegÃvel é lamentável e não somente uma “pena” para a classe médica. Advogados, JuÃzes, Jornalista… enfim todos são passÃveis em escrever garranchos. Agora, chamar o médico de “não conseguiram entender o que o malandro prescreveu para minha filha. Rafael Roale” ou “proteger das possÃveis consequências de determinadas ações duvidosas??? Liliane M Paula” são afirmações ainda mais lamentáveis. A tÃtulo de esclarecimento à senhorita Liliane, toda a conduta médica, tal como prescrições(receitas,…), orientações(informações dadas ao paciente), procedimentos (Imobilizações, pequenas cirurgias,..) são obrigadas por lei a constarem lá, e não será a receita ilegÃvel que irá esconder tais atos. Já o senhor Rafael Roale, deveria ter mais reponsabilidade e respeito aos outros aos escolher as palavras em utilizar neste blog tão “bem” visitado.