Calvin e Haroldo ferrando o meu domingo

Por Raphael Roale em 25/11/2007

É sério. Eu estava a exatos 5 segundos de apertar o botão “post” de um artigo super detalhado sobre as tirinhas do Calvin e Haroldo - ícone da infância de qualquer menino pensante que hoje está na casa dos 30 e poucos anos - quando resolvi ler os meus feeds antes de publicar. Joguei fora horas de pesquisa, mas sem arrependimento.

Tirinha do Calvin e Haroldo

O Leonardo acabou com minha manhã de domingo. Chegou na frente: postou o que eu gostaria de publicar sobre o Calvin. Então vão lá ler o artigo do cara, e finjam que fui eu quem escrevi, ok? Tá valendo.

E pra quem gosta do Calvin e do Haroldo, visitem o Depósito do Calvin. Excelente para matar a saudade. O Inagaki também tem um artigo antigo, mas excelente, sobre o garoto loiro.

Aliás, uma pergunta: conhecem alguma menina que foi fã do Calvin?


Sinfonias recicladas: som catado no lixo

Por Raphael Roale em 31/10/2007

Não sou nenhum crítico musical, nem um cara muito entendido de música. Pra mim, se dá prazer é bom, é o que importa e pronto. Simples assim. Ser eclético me permite ouvir de tudo: de funk carioca à sertanejo goiano. E nestas minhas andanças pelo cerrado, tenho encontrado muita coisa legal.

Hoje me deparei com o Som Catado. Achei tão bom que resolvi dividir o prazer. Os caras fazem um som do cacete, absolutamente surpreendente. O Maestro Lincoln Andrade e seus doutores de geringonça fazem o inusitado: Baião de bolas de basquete, hip-hop de panelas, funk de lataria, frevo de bacia, embolada datilografada, samba de latas de aluminio. Matéria-prima? O lixo. Tudo made in Brasília. E quem foi o mané que disse que aqui só tem rock?

Confiram no vídeo abaixo, em especial as bolas de basquete. Vale cada minuto.

No site do SomCatado tem mais material disponível para download: mp3, vídeos, e a agenda do pessoal. Dias 16 e 17 de Dezembro vão tocar aqui em Brasília, lá no Marina Hall. Estarei lá. 

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E não é que o carioca foi dar no Ceará?

Por Raphael Roale em 29/10/2007

Sem trocadilhos, por favor.

Pesquisando por aí descobri que o Carioca no Cerrado foi citado na coluna Pop Up do caderno Zoeira do jornal Diário do Nordeste de Fortaleza, Ceará. Infelizmente no site do jornal não consta o nome do editor da coluna. Quem souber, me avise.

Confira a matéria completa.

[UPDATE 30/10/2007]

O editor da coluna é o Leonardo Fontes, do BlogueIsso! e que gentilmente cedeu a imagem da página.

Coluna Pop Up do caderno Zoeira do jornal Diário do Nordeste


Programa social ou assepsia governamental?

Por Raphael Roale em 29/10/2007

Uma das coisas que pude perceber aqui no Distrito federal é a atuação do governo. Na sua grande maioria, as ações que são anunciadas são cumpridas. E é isso que me preocupa.

© World Bank / Fernando BizerraUma ação do GDF (Governo do Distrito Federal) anunciada esta semana pretende tirar das ruas quem vive nelas. Agentes sociais vão tentar levar para pensões, pequenos hotéis e um albergue os moradores de rua por tempo indeterminado. Ao todo são 600 indigentes contabilizados, que vivem sob as marquises da rodoviária e debaixo dos viadutos da esplanada.

Mas e daí?

Daí que esses caras vivem de esmola. Dada por nós. E a pura e simples remoção das ruas, sem um programa que garanta para esses indigentes uma profissão através de cursos de capacitação, para que deixem de viver da esmola e sim de seu próprio trabalho, não vai adiantar em absolutamente nada. Vai ter neguinho saindo do albergue e voltando pra mendicância. Já que os burros já foram expulsos, agora é a vez da galera do “eu podia tá matando, eu podia tá roubando, mas tô aqui te chateando”.

Isso não é uma ação social. É um programa de assepsia governamental.

Todo governo de qualquer cidade do país possui ações e programas para tratar dos moradores de rua. Ou pelo menos deveria ter. Só que o sucesso dessas ações não está somente no fato dos moradores de rua não terem uma fonte alternativa de renda, como a esmola, para aceitarem a ação do Estado. Mas também na garantia de que estas pessoas terão como produzir e sobreviver independentes. Nessa o governo tem que entrar de sola.

Ou podemos esperar as meninas de saiote aos bandos rodando por aí.

Fonte: G1 e DFTV. Foto: Fernando Bizerra


Burros com os dias contados no cerrado

Por Raphael Roale em 26/10/2007

Como pode a capital do Brasil, um exemplo de urbanismo, com uma média de 3 carros por família, ter em suas avenidas largas e bem planejadas uma horda de carroceiros levando tudo quanto é tipo de tralha no lombo? Quando aportei por aqui me assustei com este tipo de serviço, bastante comum nos bairros.

Pois bem, agora a coleta de papel e traquitanas na Esplanada dos Ministérios será feita com o uso de triciclos motorizados. Os veículos foram doados para 13 cooperativas de catadores de lixo. Desde agosto deste ano esses carroceiros não podem mais andar pelas ruas e estradas do DF.

Burro em Brasília
Vou sentir saudades da família…

Segundo dados oficiais, existem cerca de 6 mil “carroceiros” no Distrito Federal. Sem contar aqueles que migram das cidades satélites pra ganhar a vida por aqui. Eu mesmo já utilizei algumas vezes os serviços desses caras, que cobram de 10 a 40 reais por frete dependendo da distância e peso.

Triciclo motorizado no DF
Sou o burro motorizado

A pergunta que fica é: o que vai acontecer com os burros que andavam por aí? Vão para algum circo? Ou talvez encontrar a família no Senado…

Encontrado no G1


Diário do Professor

Por Raphael Roale em 17/10/2007

Quer saber como andam se comportando as crianças nas escolas públicas do Rio? Quer saber como o professor acaba por não explodir com os pestinhas?  E ainda por cima realizar um trabalho de conscientização ambiental decente no meio do lixo?

Vale a visita ao Diário do Professor.

Vai ver esse cara tá precisando passar uns tempos aqui Brasília.


Filme Tropa de Elite vira troco no Rio

Por Raphael Roale em 13/10/2007

Em visita ao Rio fui matar a saudade do jornal O GLOBO que é muito difícil de encontrar em Brasília. A coluna do Ancelmo Gois sempre foi leitura obrigatória, principalmente pelas pérolas que aparecem.

Vejam a beleza de hoje:

CENA CARIOCA

Acredite. Um professor universitário deu o dinheiro do táxi para a babá buscar seu filho na escola e, na volta, em vez de troco, a moça lhe entregou um DVD pirata de “Tropa de Elite”, com esta explicação: - Olha, o senhor desculpe. Mas o moço do taxi não tinha R$ 3 do troco e deu este DVD…

Pô! Além da sacanagem da pirataria, agora até já baixaram o preço do DVD? Aqui em brasília ainda vale um pouco mais. Tem nego vendendo a 8 reáu.


Robert Wong e suas portas que se fecham

Por Raphael Roale em 10/10/2007

Estava aqui no meu canto, fazendo qualquer coisa e de olho na televisão. E eis que, em horário nobre, em pleno intervalo do Jornal Nacional, me aparece um chinês conclamando a turma de cursinho e do ensino médio que não sabe ainda o que fazer da vida a visitar seu site e mandar mensagens que todos seus problemas existenciais se resolvam.De curiosidade, fui até lá:Portas que se fecham

Tá de sacanagem! O cara gasta uma fortuna num anúncio de televisão apenas para anunciar um site e não tem nem o diabo em funcionamento? O dinheiro deve estar sobrando, ou um tremendo mico da agência de publicidade.

O tal chinês é Robert Wong, eleito o maior headhunter do Brasil (palavras dele). Pra quem não sabe, headhunter é aquele cara que recebe pra tentar te conseguir um emprego, e depois fica com o teu primeiro salário.

Que vergonha, Sr. Wong!

[UPDATE 13/10]: o site já está a funcionar corretamente.