E não é que a chuva chegou?

Por Raphael Roale em 05/11/2007

De tanto falar na chuva, ela finalmente chegou no cerrado. E São Pedro resolveu mandar de uma vez só - e na porrada - o que a galera tanto pediu. Por sorte eu não tava na cidade, já tinha fugido para Pirenópolis (cuja aventura será tema de outro artigo em breve).

Temporal em Barsília, dia de finados

Mas parece que a coisa aqui em Brasília na última sexta-feira não foi mole, não. Tinha rua alagada, àrvore caída, carro virado… era quase uma visão do inferno. E eu numa boa, sem saber de nada, curtindo minha cachoeira.

Temporal em Brasília, dia de finados

As fotos acima foram gentilmente roubadas do Feito à Mão, na cara dura, já que eu tava longe e mesmo se estivesse aqui, não teria a pachorra de sair na rua.


O carioca tem saco roxo, sim senhor!

Por Raphael Roale em 01/11/2007

Se é pra declarar, o faço publicamente: TENHO, SIM, O SACO ROXO!

Se o fim justifica os meios, reforço o time e meu apoio à Liga dos Blogueiros de Saco Roxo conclamando o cerrado para o embate.

Não entendeu porra nenhuma? Eu explico do que se trata:

A Liga dos Blogueiros de Saco Roxo

Somos a Liga dos Blogueiros de Saco Roxo e nosso objetivo é Beber, Conquistar Mulheres e Defender o Mundo da Ameaça dos Nerds.

Contra a ameaça dos blogs de tecnologia (leia-se, informática) comandados por virgens.
Contra todos que possuem o servidor de seu blog na sala de estar.
Contra o ser viscoso chamado Steve Blowjobs.
Contra quem faz piadas usando o código binário e ameaça se travestir de uma figura obscura que jamais apareceu no Jornal Nacional.

Somos a favor de um mundo de gadgets realmente úteis, como abridores de garrafa e porta camisinhas.
A favor de um mundo governado por uma Miss Brasil onde exista um bar em cada esquina e as belas damas tenham licença para trabalhar de bikini.
Não queremos iPhone. Não queremos o Eee. Queremos cerveja gelada servida por garçonetes com belos seios, cabelos dourados e bochechas rosadas.

Gostamos de cerveja, conversas inteligentes - com os punhos - e mulheres. Junte-se a nosso exército.

A primeira ação da liga será impedir o Cardoxerxes de levar todos os prêmios do Best Blogs Brasil com sua técnica rasteira de marketing. Para isso, todos da liga DEVEM votar na lista de indicados nas categorias onde ele está presente:

E aí? Tem o saco roxo? Vote - ou troque seu voto - pela lista acima. Basta se cadastrar, leva 2 minutos: http://bestblogsbrazil.com/

Eu já votei!


Até Deus metido na legalização da maconha

Por Raphael Roale em 01/11/2007

Essa nem eu aguentei (tem trema?)! E olha que eu sou blindado para toda sorte de idiotices.

Hoje, um bando de jovens imbecis desocupados fizeram uma festinha em frente ao Palácio do Planalto pedindo que a maconha seja legalizada. Com faixas em riste, meteram até Deus na jogada - “CANNABIS: Criada por Deus, banida pelo homem”

Sabe o que é isso? Falta de porrada. Nos pais.

Legalização da Maconha
Festinha de imbecis desocupados

Fonte: G1


Sinfonias recicladas: som catado no lixo

Por Raphael Roale em 31/10/2007

Não sou nenhum crítico musical, nem um cara muito entendido de música. Pra mim, se dá prazer é bom, é o que importa e pronto. Simples assim. Ser eclético me permite ouvir de tudo: de funk carioca à sertanejo goiano. E nestas minhas andanças pelo cerrado, tenho encontrado muita coisa legal.

Hoje me deparei com o Som Catado. Achei tão bom que resolvi dividir o prazer. Os caras fazem um som do cacete, absolutamente surpreendente. O Maestro Lincoln Andrade e seus doutores de geringonça fazem o inusitado: Baião de bolas de basquete, hip-hop de panelas, funk de lataria, frevo de bacia, embolada datilografada, samba de latas de aluminio. Matéria-prima? O lixo. Tudo made in Brasília. E quem foi o mané que disse que aqui só tem rock?

Confiram no vídeo abaixo, em especial as bolas de basquete. Vale cada minuto.

No site do SomCatado tem mais material disponível para download: mp3, vídeos, e a agenda do pessoal. Dias 16 e 17 de Dezembro vão tocar aqui em Brasília, lá no Marina Hall. Estarei lá. 

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E não é que o carioca foi dar no Ceará?

Por Raphael Roale em 29/10/2007

Sem trocadilhos, por favor.

Pesquisando por aí descobri que o Carioca no Cerrado foi citado na coluna Pop Up do caderno Zoeira do jornal Diário do Nordeste de Fortaleza, Ceará. Infelizmente no site do jornal não consta o nome do editor da coluna. Quem souber, me avise.

Confira a matéria completa.

[UPDATE 30/10/2007]

O editor da coluna é o Leonardo Fontes, do BlogueIsso! e que gentilmente cedeu a imagem da página.

Coluna Pop Up do caderno Zoeira do jornal Diário do Nordeste


Programa social ou assepsia governamental?

Por Raphael Roale em 29/10/2007

Uma das coisas que pude perceber aqui no Distrito federal é a atuação do governo. Na sua grande maioria, as ações que são anunciadas são cumpridas. E é isso que me preocupa.

© World Bank / Fernando BizerraUma ação do GDF (Governo do Distrito Federal) anunciada esta semana pretende tirar das ruas quem vive nelas. Agentes sociais vão tentar levar para pensões, pequenos hotéis e um albergue os moradores de rua por tempo indeterminado. Ao todo são 600 indigentes contabilizados, que vivem sob as marquises da rodoviária e debaixo dos viadutos da esplanada.

Mas e daí?

Daí que esses caras vivem de esmola. Dada por nós. E a pura e simples remoção das ruas, sem um programa que garanta para esses indigentes uma profissão através de cursos de capacitação, para que deixem de viver da esmola e sim de seu próprio trabalho, não vai adiantar em absolutamente nada. Vai ter neguinho saindo do albergue e voltando pra mendicância. Já que os burros já foram expulsos, agora é a vez da galera do “eu podia tá matando, eu podia tá roubando, mas tô aqui te chateando”.

Isso não é uma ação social. É um programa de assepsia governamental.

Todo governo de qualquer cidade do país possui ações e programas para tratar dos moradores de rua. Ou pelo menos deveria ter. Só que o sucesso dessas ações não está somente no fato dos moradores de rua não terem uma fonte alternativa de renda, como a esmola, para aceitarem a ação do Estado. Mas também na garantia de que estas pessoas terão como produzir e sobreviver independentes. Nessa o governo tem que entrar de sola.

Ou podemos esperar as meninas de saiote aos bandos rodando por aí.

Fonte: G1 e DFTV. Foto: Fernando Bizerra


Lo Dia Internacional de Hablarse Portuñol

Por Raphael Roale em 26/10/2007

Buenos dias, muchachos!

Como yo no sei hablar una pica de espanhol, e hoje és lo dia internacional de hablar portunhol, resolvi pedir ayuda ao google para me safar desta con muy estilo.

Lo Dia Internacional de Hablarse Portuñol

Lo que fiz és muy simples: yo peguei un testículo e lo submeti ao google translator, premero de português para inglês i logo para español. Pero no sei se esta bueno. Lo testículo original está aqui.

Hola …. rapaziada Dijeron que no he llegado, pero tengo golpeado. He oído que giro inteligente. Vamo!

Madre es madre, Paca Paca!

Pero las mujeres … Las mujeres … SONIDO! Cade el sonido! ? Atención banda!
Mi hijo … El regreso Cadê? No estoy escuchando a mi
Así no! Vamos a comenzar todo de nuevo!

Madre es madre, Paca Paca!

Pero las mujeres … Las mujeres … ¡NO! Plenario de la mujer a todos!

Mejorado!

Voy a pedirle que me deje vô interior. Voy a hacer una barba. Alguien tiene un gilete? U me heim! ?

Si desea hasta la fecha, que quiere ser su amigo. Si la palabra es que ni la liga. Pero si usted juega duro en el cruce, finge no ver, entonces es de cuatro que desea un zapato, o casarse.

Madre es madre, Paca Paca!

Asta la vista.


Burros com os dias contados no cerrado

Por Raphael Roale em 26/10/2007

Como pode a capital do Brasil, um exemplo de urbanismo, com uma média de 3 carros por família, ter em suas avenidas largas e bem planejadas uma horda de carroceiros levando tudo quanto é tipo de tralha no lombo? Quando aportei por aqui me assustei com este tipo de serviço, bastante comum nos bairros.

Pois bem, agora a coleta de papel e traquitanas na Esplanada dos Ministérios será feita com o uso de triciclos motorizados. Os veículos foram doados para 13 cooperativas de catadores de lixo. Desde agosto deste ano esses carroceiros não podem mais andar pelas ruas e estradas do DF.

Burro em Brasília
Vou sentir saudades da família…

Segundo dados oficiais, existem cerca de 6 mil “carroceiros” no Distrito Federal. Sem contar aqueles que migram das cidades satélites pra ganhar a vida por aqui. Eu mesmo já utilizei algumas vezes os serviços desses caras, que cobram de 10 a 40 reais por frete dependendo da distância e peso.

Triciclo motorizado no DF
Sou o burro motorizado

A pergunta que fica é: o que vai acontecer com os burros que andavam por aí? Vão para algum circo? Ou talvez encontrar a família no Senado…

Encontrado no G1


Visões do inferno

Por Raphael Roale em 24/10/2007

O trânsito pra mim é o inferno na terra. Se existe Deus de uma lado, do outro está o engarrafamento. A principal razão que me fez sair do Rio e morar em Brasília foi exatamente essa merda que me consumia. Bala perdida? Violência? Escracho? Tudo fichinha!

Hoje lavei a alma.

O túnel Rebouças, um buraco quente e fedorento que liga as zonas norte e sul do Rio, foi fechado devido a um deslizamento de terra pela chuva torrencial. Resultado? O trânsito na cidade parou, completamente. E EU NÃO ESTAVA LÁ!

Delizamento no Túnel Rebouças
Túnel Rebouças fechado

Tá! Tá! Sou um cara egoísta, a cidade ferrada e eu aqui de alma lavada. Nego morrendo e o escambau. Mas que se dane. Eu não estava lá! Passava todo dia neste buraco. Já esteve engarrafado por mais de uma hora dentro de um túnel? Eu já.

Engarrafamento na avenida Presidente Vargas
Avenida Presidente Vargas ferrada

E a melhor de todas: a maldita ponte Rio-Niterói. Entupida. Agonizante. E eu longe! A verdadeira visão do inferno. Sim, tenho pena da galera ali em cima. Mas e daí? EU NÃO ESTAVA LÁ!

Engarrafamento na Ponte Rio-Niterói
Ponte Rio-Niterói entupida

Fotos do O GLOBO, aqui e aqui.


Como iniciar os seus textos: seduzindo!

Por Raphael Roale em 23/10/2007

“Dói escrever pra ninguém ler”, como Declev diz. Eu sempre gostei de ler, desde moleque. Leio de bula de remédio à composição química de xampu no banheiro, quando a Turma da Mônica das crianças não está disponível. Até aquela bíblia que sempre deixam nos quartos de hotel eu leio. Daí pra gostar de escrever é um pulo. De nada adiantam os belos argumentos ou um conteúdo extraordinário se o leitor não for seduzido a ler o que foi escrito. E uma das formas mais eficientes - e, de longe a mais difícil - de conquista é a introdução do texto.

Tudo bem que tem vezes que a gente escreve apenas por escrever, e que se dane quem vai ler. Mas aprendi que existem algumas fórmulas que podem ajudar a seduzir na leitura de seus textos, nem que seja pela partilha da dor. Listo a seguir as que mais gosto e o que tem me seduzido pela blogosfera (detesto esse termo!).

Faça uma pergunta

Iniciar seu texto com uma pergunta além de usar nossa tentação natural pela curiosidade e despertar a atenção, também ajuda na sua argumentação: o desenvolvimento do texto fica mais fácil.

Bons exemplos:

Se é pra ser Miss Cangaíba, que seja com estilo
em Substantivolátil

Por que motivo, razão ou circunstância eu viria a me acabar de estudar na faculdade ou cuidar sempre de escrever textos no mínimo interessantes para a alegria geral da torcida, pra no final, acabar sem roupa numa revista?
Sinto pelas campanhas, por quem se submete e por quem espera e pede que eu participe. Em puro e bom português: talento também se mostra com roupa. E comigo, SÓ assim. Então, se é que isso é uma campanha, é aquela que nada contra a maré blogosférica. Playboy my ass, eu quero sair é na Rolling Stone! E tenho dito…

Leia o texto completo

Ou:

Severino’s Full Adventures
em Contraditorium

Vocês assistiriam um programa mostrando o dia-a-dia de um peão de obra? Ou as aventuras de pescadores da Colônia Z11? Ou o trabalho de construção da Vila do Panamericano? É, eu também não…

Leia o texto completo

Comece com uma narração

Essa é campeã. Iniciar o seu texto com uma narração é uma forma extremamente inteligente e surpreendente de seduzir o seu leitor. Podem ser utilizadas sequências de frases nominais, curtas, como lampejos cinematográficos. Também pode-se iniciar com uma narração de um fato, sequencialmente, dando maior realismo ao seu texto.

Bons exemplos:

Robocop da Pompéia
em Casa da Gabi

Tudo começou no domingo. Acordei com uma dorzinha chata no pescoço, daquelas de quem dormiu torta. Isso não me impediu de ir passear com Alê Félix e Guto. Eu deveria saber que isso não daria certo. Fomos ao Mercadão, onde ambos comeram um sanduíche de mortadela. Eu comi um pastel de palmito. Depois fomos à Liberdade. Comemos camarão, lula, doce, porção de camarão, camarão no espeto, bolinho de polvo e no fim pedimos água tônica para fazer a digestão num boteco no largo da Liberdade. A essa altura, estávamos acompanhados de um japonês, claro.  Porque eu acredito em passeio temático completo. E meu pescoço dolorido, dolorido…

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Ou então:

Soluções *Ic* para melhorar o mundo, porque não?
em Odeio e Justifico

Você está andando na calçada quando um outro infeliz está vindo na mesma direção que você. A calçada é movimentada, não há muita opção para passar e você, obrigatoriamente, terá que cruzar com ele em algum ponto de sua trajetória. Ele não parece que irá mudar de rumo, então você, que é inteligente e sábio, vai para sua direita quando chegar o momento. Coloquem os capacetes, teremos uma catástrofe aqui…

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Faça uma declaração surpreendente

Uma declaração forte no início do texto desperta interesse. Depois, explique. Exponha seu ponto de vista.

Bons exemplos:

Como conquistar uma mulher
em Hebdomadário Cultural

Após 34 anos de profundas análises, pesquisas, perguntas, experiências próprias, filmes assistidos e outras formas de recolher as mais variadas e confiáveis informações, acho que talvez, quem sabe, quiçá eu tenha entendido como agradar e conquistar uma mulher – e para sempre! Afinal, nada pode ser mais simples que a alma feminina…

Leia o texto completo

E mais:

O Diabo tem as costas largas
em Tarja Preta 

Bem como diria minha mãe, o Diabo tem mesmo as costas largas. Um crime aqui, outro acolá e voilà! De quem é sempre a culpa? Façamos uso então, de nosso senso histórico criminalístico. Começando por ninguém mais ninguém menos do que a matriarca da humanidade, Eva e o fruto proibido…

Leia o texto completo

Cite diretamente outro autor

Como no início deste artigo, a citação direta é muito utilizada. Também ajuda na argumentação de seu texto, que pode suas idéias relacionadas ao texto original. Traz mais credibilidade, já que outras pessoas tiveram a mesma linha de raciocínio.

Tente! Mas sem um conteúdo decente, não há milagres.

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