Temporada de Escorpiões no Cerrado

Por Raphael Roale em 19/10/2007

Daqui a pouco tempo vai começar o período de chuvas aqui em Brasília. E quando isso acontecer, além do espetáculo tenebroso, será a temporada de doenças respiratórias, acidentes de trânsito e também do aparecimento de escorpiões dentro de casa.

Opa! Para tudo! DENTRO DE CASA?

Escorpião Amarelo Isso aí, meu chapa! Lembre-se que aquela área no passado era deserto puro. Só que esses caras se adaptaram à vida urbana e geralmente são encontrados em caixas de esgoto e de luz, onde encontra o seu principal alimento, as baratas. E tem nego morrendo de picada lá em Brasília. Eu mesmo já encontrei uns dois.

De acordo com a bióloga da Zoonoses Monique Knox, três espécies de escorpiões são comuns no DF: Tityus serrulatus, também chamado de escorpião amarelo e o mais presente na região, Bothriurus araguayae e o Tityus fasciolatus. São uma graça! Segundo dados do Correio Brasiliense em 2006, 122 acidentes por picadas de escorpiões foram atendidos em hospitais públicos do DF, sendo dois pacientes de Minas Gerais e 21 de Goiás

E olha que eu conheço quem não mataria um bichinho desses. Mas vai que ele tenta se explicar por aí…

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Embate entre Macgyver, Jack Bauer e o Capitão Nascimento

Por Raphael Roale em 19/10/2007

A história que relato abaixo ouvi de um outro amigo candango. Ok, tá todo mundo contando, mas não resisti.

Um dia quiseram ver quem era o melhor: Macgyver, Jack Bauer (logo depois de ser solto), ou Capitão Nascimento que tinha acabado de sair do set de filmagens de Tropa de Elite, dado umas porradas na mulher e seu filho recém-nascido não parava de encher o saco.

Chegaram então pro Macgyver, que há muito estava na geladeira e  sem emprego,  e falaram:  - A gente soltou um coelho nessa floresta da Chapada dos Veadeiros, ainda ardendo pelas queimadas.  Encontre mais rápido que os outros e você será considerado o melhor!

O Macgyver, então,  pegou uma moeda de 5 centavos no chão, um graveto e uma pedra e entrou na floresta. Demorou 2 dias pra construir um detector de coelhos em floresta e voltou no 3º dia com o coelho.

Daí chegaram pro Jack Bauer e falaram a mesma coisa.  Ele entrou correndo na floresta e 24 horas depois apareceu com o coelho.  Pediu desculpas porque teve que desarmar 5 bombas nucleares, recuperar 15 armas químicas, escapar de um navio cargueiro que ia pra china e matar 100 terroristas pra chegar até o coelho.

Daí pediram para o Capitão Nascimento ir buscar o coelho, que já tava puto com a apreensão de um lote de mil de seus bonecos falsificados.  Se ele demorasse menos de 24 horas ele seria o melhor.  No que ele respondeu:

-  Tá de sacanagem comigo 05?  Cê tá de sacanagem comigo?  Você acha que eu tenho um
dia inteiro pra perder com essa porra de brincadeira, 05?  Tu é mu-le-que! MU-LE-QUE, 05!!! 

Virou-se calmamente para a floresta e gritou:

-  Pede pra sair!!!  Pede pra sair cambada!!!

Em menos de 5 segundos ja tinham saído da floresta:  300 coelhos, 20 jaguatiricas,
50 jacarés, 1.000 paca-tatu-cotia-não, o Shrek e o monstro fumaça do Lost.

Daí ele gritou:

-  02, tem gente com medinho de sair da floresta, 02!
-  07, traz a 12 !

Bin Laden sai da floresta correndo.


Diário do Professor

Por Raphael Roale em 17/10/2007

Quer saber como andam se comportando as crianças nas escolas públicas do Rio? Quer saber como o professor acaba por não explodir com os pestinhas?  E ainda por cima realizar um trabalho de conscientização ambiental decente no meio do lixo?

Vale a visita ao Diário do Professor.

Vai ver esse cara tá precisando passar uns tempos aqui Brasília.


Piadinha rápida

Por Raphael Roale em 13/10/2007

Ouvi por aí, de um amigo candango:

Qual a semelhança entre o Cebolinha, Bill Clinton e Renan Calheiros?

- É que os três se ferraram por causa de uma Mônica.


Filme Tropa de Elite vira troco no Rio

Por Raphael Roale em 13/10/2007

Em visita ao Rio fui matar a saudade do jornal O GLOBO que é muito difícil de encontrar em Brasília. A coluna do Ancelmo Gois sempre foi leitura obrigatória, principalmente pelas pérolas que aparecem.

Vejam a beleza de hoje:

CENA CARIOCA

Acredite. Um professor universitário deu o dinheiro do táxi para a babá buscar seu filho na escola e, na volta, em vez de troco, a moça lhe entregou um DVD pirata de “Tropa de Elite”, com esta explicação: - Olha, o senhor desculpe. Mas o moço do taxi não tinha R$ 3 do troco e deu este DVD…

Pô! Além da sacanagem da pirataria, agora até já baixaram o preço do DVD? Aqui em brasília ainda vale um pouco mais. Tem nego vendendo a 8 reáu.


Robert Wong e suas portas que se fecham

Por Raphael Roale em 10/10/2007

Estava aqui no meu canto, fazendo qualquer coisa e de olho na televisão. E eis que, em horário nobre, em pleno intervalo do Jornal Nacional, me aparece um chinês conclamando a turma de cursinho e do ensino médio que não sabe ainda o que fazer da vida a visitar seu site e mandar mensagens que todos seus problemas existenciais se resolvam.De curiosidade, fui até lá:Portas que se fecham

Tá de sacanagem! O cara gasta uma fortuna num anúncio de televisão apenas para anunciar um site e não tem nem o diabo em funcionamento? O dinheiro deve estar sobrando, ou um tremendo mico da agência de publicidade.

O tal chinês é Robert Wong, eleito o maior headhunter do Brasil (palavras dele). Pra quem não sabe, headhunter é aquele cara que recebe pra tentar te conseguir um emprego, e depois fica com o teu primeiro salário.

Que vergonha, Sr. Wong!

[UPDATE 13/10]: o site já está a funcionar corretamente.


Cariocas definitivamente não gostam de dias nublados

Por Raphael Roale em 09/10/2007

E das trevas, fez-se a luz! Finalmente eu entendi aquela música da Calcanhoto.

Como deve ser de conhecimento de todos, aqui em Brasília não chove há pelo menos mais de  4 meses. Sol na moleira direto. É dia e noite com areia na cara, na roupa, na cama, em tudo quanto é orifício disponível. Se fosse no Rio, era praia direto!

E eis que no início do mês, chuveu o dia inteirinho. Depois parou.

Tem noção do espetáculo medonho que foi a expectativa dos candangos com relação à chegada chuva? Era um tal  de nego prevendo a hora certa da chegada de acordo com a direção do vento, do cheiro do mato, da forma das nuvens, da posição do sol, e sei lá mais o que.

E quando ela finalmente chegou? Tinha gente pendurada no prédio com a boca aberta, parada no meio da rua sorrindo pro nada, porrada de carro em tudo quanto é lugar, notícias a todo minuto na televisão e no rádio elevando aos céus a dádiva pluvial.

Definitivamente, os cariocas não gostam de dias nublados. Nem chuvosos.


Quer ficar rico?

Por Raphael Roale em 09/10/2007

Então venha viver aqui em Brasília. É sério! E lógico! Raciocinem comigo: se tempo é dinheiro, quanto mais tempo se tem, mais dinheiro se ganha. Diretamente proporcional. Pura matemática. Investimento sem risco.

O meu dia sempre teve 24 horas. E era divido em: 8 horas de sono, 5 horas no trânsito, 1 hora de almoço, 8 horas de trabalho. Quanto sobrava? 2 horas? Errado! Cara, depois de passar 5 horas no trânsito, você só que ficar olhando pro teto. A primeira hora não conta. Tenho então um saldo de uma hora inteirinha pra usar como eu quiser!

E agora? Com as mesmas 24 horas, tenho: 8 horas de sono, 1 hora no trânsito, 2 horas de almoço, 8 horas de trabalho. Quanto sobra? 5 horas? Errado! Nas duas horas de almoço, pego uma hora para fazer qualquer coisa (até comer). Pego também mais uma hora de sono. Afinal, 7 horas de sono sem o maldito trânsito está de bom tamanho. Saldo final? 7 magníficas horas, só pra mim.

Camarada, que outro investimento lhe dá 600% diários de rendimento? Risco zero! É batata! Tô pensando até a me candidatar a sucessor de Warren Buffet.


Ah! Que saudades da AR-15, da AK-47, da 9 milímetros…

Por Raphael Roale em 08/10/2007

Quando viva no Rio, estive em situações peculiares ao bom carioca. Já fui assaltado uma penca de vezes, no carro, em casa, na rua, no ônibus. Até que certa vez me confundiram com o gerente de uma farmácia, enquanto comprava fraldas. Sem brincadeira, tentar argumentar com um trabuco na sua testa sem molhar as calças não é tarefa pra qualquer um. Antes mesmo do malandro enfiar o cano na minha cabeça, eu já sabia. Era uma pistola 9mm cano longo. Prateada. O som é seco e sem eco. Faz um estrago do cacete.

Eu já estava começando a me preocupar com este tipo de conhecimento específico adquirido.  Já sabia reconhecer a diferença do som de fogos, bombinhas, tiros de metralhadora, semi-automáticas, pistolas, granadas. Mesmo quando todos eles explodiam ao mesmo tempo, numa profusão de dedos nervoso.

Me senti um perfeito carioca ao ver a pesquisa elaborada pelo Instituto de Medicina Social da UERJ, informando que nada menos do que 70% dos cariocas costumam ouvir, pelo menos às vezes, disparos de armas de fogo. Sendo que mais de 30% os ouvem sempre. E tem mais: a grande maioria reconhece até o tipo de arma utilizada.

Pombas! Isso lá é jeito de viver? Sabe quantas vezes ouvi um disparo nestes quase 12 meses que estou aqui em Brasília? Nenhuma. E quantas armas eu vi nas ruas fora das mãos de policiais? Nenhuma!

Não é que a violência não exista aqui no cerrado, nem tampouco tenha migrado para outro canto de mais fácil expansão. É que no Rio, a violência é atrofiante e claustrofóbica.

Fonte: Terra e BandNews


Massa com sopa, ou tudo junto no mesmo lugar

Por Raphael Roale em 06/10/2007

SopaEu adoro rodízio de massas. Sinto saudades até hoje dos finais de semana em que me acabava no Seven Grill, lá em Niterói, que na minha opinião sempre foi um dos melhores. Deixava depois o carro na garagem e ficava dando voltas intermináveis no quarteirão, à pé, até que conseguisse respirar com facilidade depois da digestão forçada. 

Nos rodízios, começava sempre na pizza, com um copo de chopp. Depois passava pelos infinitos sabores de macarrões, calzones, inhoques… e voltava para as pizzas, só que doces.

Cheguei no cerrado, e meu mundo desabou.

Cara, os rodízios de massa daqui servem também sopas (carinhosamente chamadas de caldos). Ora bolas! Se eu quisesse comer macarrão com sopa fazia um miojo em casa! E a única coisa que o garçons te servem à mesa é a pizza. O restante, te vira para pegar nos balcões.

Acho que estou muito mal-acostumado.

Mas, para quem tiver uma imaginação fértil, algumas combinações podem ser no mínimo extravagantes: pizza de calabresa com canja de galinha, macarrão ao molho branco com sopa de legumes, feijão com lasanha, sei lá! Quem se habilita?