O goiano suicida e o bombeiro carioca

Suicídio em Grupo

Num belo dia de verão, um goiano desesperado e desiludido de tudo subiu ao 20º andar de um edifício lá no centro do Rio de Janeiro. Chorava copiosamente. Encontrou uma sala vazia e entrou, trancou a porta, trepou no parapeito da janela respirando fundo e tomando coragem para saltar e acabar com a vida. Hora do rush, juntou-se uma multidão lá em baixo.

Todos olhando pra cima e esperando a qualquer momento que o infeliz saltasse e se esborrachasse no asfalto. Mulheres choravam nervosas, outras rezavam, outras gritavam palavras animadoras, outras ainda com cartazes “Filma eu galvão!“.

E o goiano suicida lá, indiferente ao que se passava embaixo, preparando-se para saltar, encerrando o suplício da multidão. E eis que aparecem os bombeiros, todas as emissoras de TV, rádios, a Polícia Militar e o pessoal dos Direitos Humanos. O trânsito parou, engarrafamento total. Os bombeiros subiram ao andar e tentaram arrombar a porta, mas como era blindada e não conseguiram.

Eis que um bravo “soldado do fogo”, carioca, conseguiu entrar pela sala ao lado, debruçou-se no parapeito e tentou conversar com o goiano suicida para que não cometesse aquele ato tão infame:

– Pensa nos teu pais, como vão eles sofrer! – implorou o bombeiro.
– Eu sou órfão! – balbuciou o goiano.
– Então pensa na tua mulher, nos teus filhos, que vão ficar desamparados!
– Mas eu sou gay!
– Então no seu no namorado! Ele vai acabar se magoando!
– Eu não tenho mais! Me deixou pelo Carlão.
– Pensa nas praias, no sol, nas tardes quentes de verão que irá perder!
– Eu sou goiano, moro em goiânia e lá não tem praia.

Aí o bombeiro ficou atrapalhado sem saber mais o que dizer. Mas teve uma idéia:

– Então pensa no Goiás, meu amigo! Pensa nas vitórias inesquecíveis, pensa no Serra Dourada lotado, na animação da torcida, no futebol arte!!
– Mas eu sou corinthiano!!! Eu torço pro Timão!!!
– Ah! Quer saber? Então pula logo, sua bichona rebaixada!

PS: Essa aí eu vi de perto.

Aquecimento Global: campanhas que não servem para nada

Aquecimento Global

Minha filha mais velha cursa a sexta série (ou sétimo ano, seilá, toda hora muda esse troço!). Seu último trabalho da escola foi na feira de ciências. Ela e seu grupo resolveram falar sobre ecologia e meio ambiente, e me pediram ajuda para buscar informações sobre as ações e campanhas para enfrentar o aquecimento global.

Então lá fui caçar no Google. É até fácil encontrar uma enxurrada de propostas, ações, campanhas, profecias, movimentos, e o que mais a criatividade permitir. Achei muita besteira sendo divulgada. Aí eu pergunto: por quê não concentrar os esforços para o que realmente pode ser aplicado por mim, por você, por minha filha e até pela minha avó?

Saca só o que encontrei. Proponho algumas mudanças:

Carro não é o meio de transporte ecologicamente mais correto Carro não é o meio de transporte ecologicamente mais correto. Use-o com moderação.

Ande mais em transporte coletivo ou reabilite sua magrela.

Como? A primeira coisa que minha filha falou quando tentei explicar o que significa foi: “Eu vou ter que passar a ir para a escola a pé? Aqui (em Brasília) não tem ônibus que passe lá na escola. Como a gente vai fazer?”. E aí? Como sair dessa?

Deviam trocar essa campanha por: “Senhores prefeitos… por favor, que tal colocar o metrô pra funcionar, diminuir o valor das passagens de ônibus, diversificar as linhas, contratar uma carroças, aumentar a segurança… assim podemos deixar as crianças andarem a pé por aí e deixar o maldito carro em casa.”

Lave seu carro a seco Que tal lavar o carro a seco?

Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a tradicional. Pense também em lavar menos seu carro.

Bem, eu tentei fazer aqui no cerrado. Não funcionou. Além de ser MUITO mais caro do que a lavagem comum, não dá pra tirar a terra vermelha encardida dos orifícios.

A campanha devia ser: “Não lave o seu carro! Ande com ele sujo! Ninguém liga! Ah… assim você economiza umas caronas porque ninguém vai querer andar num lixeiro!”

Pendure suas calcinhas no varal Pendure as roupas no varal em vez de usar a secadora.

E aquele truque de colocar panos e roupas para secar atrás da geladeira deve ser abolido, pois consome energia extra

Somos 4 pessoas em casa, a empregada vem duas vezes na semana e procuro não fazer minha mulher de Amélia. Não dá pra ficar sem secadora, não há vazão. Ou então compro uma fábrica de calcinhas e um lote inteiro de uniforme de escola. Agora que vou mudar para um apartamento é que a coisa vai piorar.

Vamos trocar para: “Prezados senhores especuladores imobiliários: por gentileza, parem de aumentar o valor do metro quadrado dos apartamentos e passem a construir prédios com áreas de serviço maiores e bem ventiladas, como aquele em que sua avó morava, assim podemos pendurar nossas cuecas e calcinhas com maior liberdade. E quem sabe até sequem para o dia seguinte!”

Não beba água da torneira O que há de errado em tomar água “torneiral”?

Saiba que ela é bem tratada antes de chegar a sua casa. Água engarrafada envolve o transporte em veículos a diesel.

Há! Há! Há! Essa é boa! Dá última vez que tentei fazer isso tive uma infecção intestinal do cacete. Eu não vou me arriscar a dar água da torneira para minhas crianças para poupar alguns quilos de embalagem plástica ou o combustível de caminhões à diesel. Tô fora.

Essa campanha aí vou fingir que nem fiquei sabendo.

Plante uma árvore Plante uma árvore

Ela pode absorver até 1 tonelada de CO2 durante sua vida e é bom abrigo para aves

Onde? Na minha privada? As cidades de hoje não tem lugar para esse tipo cuidado. Sem contar que o Ibama pode te aplicar uma multa por mexer em solo alheio.

O certo seria: “Seu imbecil! Não destrua as árvores que já existem! Ou quer morrer torrado e sufocado?”

Use saco de pano no supermercado Ao fazer compras, leve sua própria sacola.

Dê preferência as de pano resistente. Com esta medida, você deixará de participar da farra das sacolinhas plásticas.

Já vejo até a cena: papaizinho aqui entra no mercado com uma baita bolsa de pano; pega lá na gôndola uma caixa de leite, uma caixa de cerveja, uma pacote de cinco quilos de arroz, dois quilos de açúcar; enfio o açúcar na bolsa; a caixa de leite na cabeça; o arroz deixo no caixa; a cerveja tenho que tomar na hora pois não tem lugar na minha linda sacola de pano reciclado. Fala sério! Quem inventou esse troço não tem filhos.

Que tal mudar a campanha para: “Prezado gerente geral do supermercado! Entreguem as compras na casa de seus clientes! Sem custo adicional! E rápido!”

Prefira um bikeboy Prefira chamar um bikeboy, em vez de um motoboy

Além de mais barato, ele entrega seus documentos com maior rapidez e sem poluir o ar nem atrapalha o trânsito.

É… acho que vou começar a fazer isso. Só que a empresa vai ter que substituir todo o seu quadro de funcionários por triatletas. Cada solicitação de entrega de documentos que demando tem pelo menos 40Km na cabeça. Vai ser mesmo engraçado.

Peraí… que tal deixar ciclistas espalhados pela cidade. E cada entrega de documento seria como as corridas de bastão, só que com bicicletas! Pode até ser divertido.

Essa campanha aí esquece.

Quer saber mais? Compare preços de Livros e DVD’s sobre o Aquecimento Global

Fonte: Cartilha do PlanetaSustentável e WWF

Sexo no elevador ou aula de português?

Como qualquer mortal que não quer dar vexame, de vez em quando eu preciso fazer umas consultas na gramática para não escrever besteira. De vez em quando peço até ajuda de alguns amigos.

Gramática da Língua Portuguesa

Dessa vez foi aquele amigo Goiano, o mesmo do curso de alemão. Com sua eloqüência típica, começou com uma historinha picante:

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: “ótimo”, pensou o substantivo, “mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos“.

Pensei cá com meus botões: “como esse cara inventa essas coisas?”. Pensei em interromper para perguntar, mas deixei continuar:

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Putz! Eu já sabia como iniciar uma história, mas esse cara sabe fazer um final interessante:

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

Apesar do malandro não respondido patavina da minha dúvida, pelo menos gostei da história.

E você?

Teste: você é uma pessoa do século XXI?

Futurama

Eu me considero um cara moderno, esperto, antenado, estressado. Enfim, uma verdadeira pessoa do Século XXI. Não sei se é uma vantagem ou pura maldição. Mas foi só ver a lista abaixo e pronto! A carapuça serviu.

Faça o teste! Você é uma pessoa do século XXI quando…

1. Acidentalmente digita a sua senha no microondas.

2. Há anos que não joga paciência com cartas de verdade.

3. Tem uma lista de pelo menos 10 números de telefone para falar com a sua família de 3 pessoas.

4. Envia um e-mail ou conecta-se ao Messenger para conversar com a pessoa
que trabalha na mesa do seu lado.

5. A razão porque não fala há muito tempo com alguns familiares é que não conhece os seus endereços de e-mail.

6. Usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que te ajude a
subir com as compras.

7. Verifica que todos os anúncios da TV têm um site indicado na parte inferior do tela.

8. Se esquece o celular em casa, coisa que não tinha há uns 15 anos, fica apavorado e volta para buscá-lo.

10. Se levanta pela manhã e quase que sempre liga o computador antes de tomar o café-da-manhã.

11. Conhece o significado de lol, tbm, qdo, xau, msm, dps, d+, bj…

12. Não sabe o preço de um envelope comum. Nem de um selo postal. Nem sabe onde fica o correio pois manda tudo via malote (ou courrier, ou pelo boy..).

13. Para você, ser uma pessoa organizada significa ter vários bloquinhos, uma agenda eletrônica e outros gadgets (aliás, sabe até o que gadget significa).

14. A maioria das piadas que conhece, recebeu por e-mail ou leu em um blog (e ainda por cima riu sozinho…).

15. Fala o nome da empresa onde trabalha quando atende o telefone na sua
própria casa (ou até mesmo o celular!).

16. Tecla o “0” para telefonar de sua casa.

17. Vai para o trabalho com preguiça quando o dia ainda está a clarear e
volta para casa quando já escureceu de novo.

18. Quando o seu computador pára de funcionar, parece que foi o teu coração que parou.

19. Está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo.

21. Está concordando e tão interessado na leitura que nem reparou que a
tal não tem o número 9.

21. Foi verificar se é verdade que falta o número 9 na lista e nem viu
que tem dois números 21.

22. AGORA ESTÁ RINDO AÍ, COM VOCÊ MESMO…

23. Já está pensando para quem vai enviar esta lista, e o que vai inserir nos comentários.

24. Provavelmente agora vai criar um post no seu blog com um trackback para este.

E aí? Você é, ou não, uma pessoa moderna E do século XXI?

Como resolver os seus problemas à la Carioca!

Caraca! Estou no meio do suplício que é comprar um apartamento financiado aqui em Brasília. Desde agosto catando documento aqui, pagando taxa ali. Sem contar que mesmo ainda sem morar no bendito apartamento, tenho que pagar as contas de água, luz e condomínio. Regras são regras…

gato_sorrindo

Na verdade já estou na ponta do iceberg. Um único documento me separa do pagamento de mais impostos e o direito de ocupar o sonho da classe média. Só que esse diabo de documento está nas mãos de um maldito cartório que não pára de fazer merda na minha requisição (cartório enrolando é pleonasmo?). Depois de tanto perturbar presencialmente, me pediram para não aparecer no cartório e me deram um telefone de contato: – Ó… na segunda você liga e pede para falar com o Fulano de Tal. Ele vai resolver o seu problema.

E eu acreditei:

Gravação: – Cartório do xx ofício… sua ligação é muito importante para nós…

Eu, falando para máquina: – Eu espero, minha filha. (a voz era de mulher)

Gravação: – Disque ou ramal desejado ou aguarde para ser atendido…

Eu, falando novamente para a gravação: – Vou esperar, meu bem.

Atendente: – Cartório… em que posso ajudar?

Eu: – Bom dia. Gostaria de falar com o Fulano de Tal.

Atendente: – Quem deseja? Tem o número do protocolo? Do que se trata?

Eu: – Aqui é o Raphael, e o Fulano é o cara que vai me ajudar, pois estou com um problema assim, assado e vocês erraram minha documentação, blá, blá, blá.

Atendente: – Um momento… (2 minutos) Ó, ele pediu para anotar o seu telefone que liga em seguida.

Eu, acreditando: Ok, meu número é tal. Por favor, não deixe o Fulano esquecer de me ligar, tô precisando muito falar com ele (achei que entrar em modo “carioca-faz-beicinho-e-consegue-tudo” fosse adiantar).

Atendente: – Não se preocupe, Senhor.

Acha que a ligação foi retornada? Porra nenhuma! Foram mais de 8 tentativas em dois dias, o feladamãe não atendia minhas ligações nem retornava, e ninguém me dava qualquer explicação. O cara deve estar pensando que sou Goiano, pra me fazer de bobo (Aliás, se eu fosse mesmo Goiano nem precisaria se dar ai trabalho… )!

Puto da vida, resolvi entrar em modo “carioca-malandro-resolve-tudo-na-porrada-tentando-estratégia-ninja-desesperado”:

Gravação: Cartório blá, blá, blá… sua ligação.. blá, blá… aguarde…

Eu pensando alto: Eu vou mandar essa máquina pro cacete!

Atendente: Cartório… em que posso ajudar?

Eu com voz de moto boy carioca: Pô! Preciso falá rápido cum Fulano de Tal! Tô na fila do banco. Vô depositá um dinheiro na conta dele e esqueci o número. O cara vai me ferrá! Chama ele lá pra mim. O caixa tá me esperando!

Atendente, um pouquinho ofegante: Peraí, rapidinho… (10 segundos)

Fulano de Tal, bem ofegante: Oi, quem é? Anota aí, anota aí…

Eu, com voz solene: Quem fala, por favor?

Fulano de Tal, mais ofegante ainda: É o Fulano de Tal… Anota aí o número da conta…

Eu calmo, solene e com um sorriso de dar inveja ao gato aí de cima: Que conta? Aqui é o Raphael, seu colega me pediu pra te ligar. Que bom que consegui falar com você! É que estou com um problema assim, assado…

Bem, ainda estou ferrado com o documento. Mas que o Fulano de Tal atendeu, isso aconteceu!

Tem gente que tenta educar aqui e alí,  mas que o dinheiro traz felicidade não tenho dúvida. Principalmente quando é pra sacanear os outros. Mas será que a atendente continua trabalhando lá?

Porque NÃO quero aprender o idioma alemão

Esse negócio de trabalhar em uma multinacional deve ser realmente um saco. O cara tem que sujeitar a qualquer negócio em prol da Organização.

boneco_alemaoTenho um amigo Goiano que está aprendendo alemão e me enche o saco para entrar também nessa furada (aliás, furada mesmo é ter amigo Goiano). O malandro tenta me convencer de que a língua alemã é fácil, de que quem sabe Latim e está habituado com as Declinações do Latim pode aprender alemão sem grandes dificuldades. E que quando chega aquela hora de estudar os der, des, den, dem, die, ainda me diz que é moleza: tudo é apenas uma questão de lógica.

Concorda? Não? Então analise calmamente o exemplo que o rapaz me passou ainda na tentativa de me levar pro buraco. E se você mudar de idéia, por favor me avise.

A coisa toda começa assim:

Tomemos um honesto livro alemão: um volume magnífico, encadernado em couro, publicado em Dortmund, que descreve os usos e costumes dos hotentotes (em Alemão, hottentotten). O livro nos conta que os cangurus, Beutelratten, são capturados e colocados em jaulas, Kotter, cobertas de um tecido, Lattengitter, para abrigá-los do mau tempo. Essas jaulas são chamadas, em Alemão, “jaulas cobertas de tecido”, Lattengitterkotter; assim que botam um canguru dentro delas, ele é chamado Lattengitterkotterbeutelratten, “o canguru da jaula coberta de tecido”.

Um dia os hotentotes capturaram um assassino, Attentater, acusado de ter matado uma mãe, Mutter, hotentote – Hottentottermutter -, que tinha um filho tonto e gago, stottertrottel. Essa pobre mãe se chama, em Alemão, Hottentottenstottertrottelmutter, e seu assassino é chamado de Hottentottenstottertrottelmutterattentater.

A polícia prendeu o assassino e o enfiou provisoriamente numa gaiola de canguru, Beutelrattenlattengitterkotter, mas o prisioneiro escapou. As buscas mal tinham começado, quando surgiu um guerreiro hotentote, gritando:

– Capturei o assassino! (Attentater).

– Sim? Qual? – perguntou o chefe.

– O Lattengitterkotterbeutelratterattentater! – respondeu o guerreiro.

– Como assim? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tecido? – perguntou o chefe dos hotentotes.

– É, sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentater (o assassino da mãe hotentote de um menino tonto e gago) – respondeu o nativo.

– Ora , respondeu o chefe, tu poderias ter dito desde o início que tinhas capturado o hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentater.

E aí? Vai querer estudar alemão?

Compare preços de: Livros, CDs, DVDs

O maior ovo do mundo tem a cabeça chata

Essa eu não aguentei.

Uma galinha lá do ceará botou um ovo gigante, pesando 210 gramas. Um recorde! Segundo o Guinness Book, o maior ovo do mundo até agora é cubano e com apenas 148 gramas.

Ovo Gigante
Olha o pintinho…

A pergunta que eu faço é a seguinte: qual será o tamanho desse pinto?

Cometido pelo G1

Mais um round da liga: contra fatos, não há argumentos

Numa extraordinária demonstração de força, sabedoria e união, o levante da Liga dos Blogueiros de Saco Roxo em sua primeira e mais bem-sucedida missão para evitar o massacre foi inevitável.

Já diziam os candangos, numa raríssima expressão de sabedoria: contra fatos, não há argumentos. E para anular as inúteis tentativas do acuado, foram divulgados os 10 maiores e derradeiros fatos sobre o pretenso dominador. Acompanhe:

  1. Certa vez Chuck Norris chutou o saco do Cardoso, mas este manteve a cor rosa.
  2. O Cardoso não liga pra pizzaria pra pedir uma pizza, escreve um post dizendo que gostaria de comer uma pizza e a pizzaria o atende.
  3. Uma vez Cardoso fez um post que não falava dele. Começava assim: “Hello World”
  4. Cap. Nascimento comentou no Contraditorium: “Você é muleque! Você não é caveira! Pede pra sair!”. Cardoxerxes escreveu um post dedicado ao Cap. Nascimento com IP divulgado, chamou seus advogados, disse que ameaças não são brincadeiras aceitáveis e ainda levantou dúvidas sobre o QI do Cap. Nascimento. Dizem as más línguas que é por esse motivo que o BOPE está se juntando à Liga dos Blogueiros de Saco Roxo.
  5. CardoXerxes colocou Adsense na sua redação de vestibular.
  6. CardoXerxes nunca erra pois ele sempre está sendo irônico.
  7. De cada dois internautas brasileiros um é banido nos comentários dos blogs do CardoXerxes. Se seu amigo não foi, você é e nem sabia.
  8. Se você visitar um blog do CardoXerxes e disser “AdBlock” 3 vezes ele aparece e lhe faz uma massagem.
  9. C-A-R-L-O-S-C-A-R-D-O-S-O, 13 letras
  10. Quando Deus disse “Faça-se a luz”, o CardoXerxes disse “você PERDEU uma ótima oportunidade de ficar quietinho.”

Veja o vídeo da campanha:

<

Fazem parte da tropa todos os malandros abaixo:

E não fuja do objetivo: impedir o Cardoxerxes de levar todos os prêmios do Best Blogs Brasil. E como missão dada é missão cumprida, TODOS da liga DEVEM votar na lista de indicados nas categorias onde ele está presente:

Vote agora – ou troque seu voto – pela lista acima. Basta se cadastrar, leva 2 minutos: http://bestblogsbrazil.com/

Vôo cancelado, não. Transferido.

Avião Teco-Teco Militar

Caraca! Toda vez que sou obrigado a viajar de avião para o Rio entro em pânico: primeiro pela possibilidade de voltar à cidade-bosta com seu trânsito assassino na linha vermelha, passagem obrigatório para quem desce no aeroporto Tom Jobim; segundo pelo inferno dos aeroportos e das companhias aéreas. E quando está chovendo então, a coisa toda se multiplica num bolo de merda caótica.

É o que está acontecendo hoje.

Meu vôo estava marcado para as 7 da manhã, saindo aqui de Brasília direto ao Rio. A televisão da infraero (ou infra-zero?) marca indiferente: GOL 1821 – atrasado – previsão 11:00. Ok, sigo para o balcão de informações da Gol para entender o que se passa, às 6 e meia da manhã:

Eu calmo: O que aconteceu com o vôo cancelado das 7 da manhã?

Rapaz sorriso: Não foi cancelado, senhor. Foi transferido para às 11 horas.

Eu calmo: E o que vai ser do vôo da 11 horas?

Rapaz sorriso: Foi transferido para as 14 horas.

Eu calmo: E o das 14 horas?

Rapaz sorriso: Ah! Esse sim deve ser cancelado.

Eu não muito calmo: Tá… e o que eu faço com o vôo que foi cancelado das 7 horas?

Rapaz sem sorriso: Não foi cancelado, senhor. Foi transferido para às 11 horas.

Eu irritado: Então o que eu faço com o vôo das 7 horas transferido para 11 horas?

Rapaz sorriso: O senhor pode trocar pelo vôo das 7 e quarenta.

Eu irritado: Então me dá aí esse das 7 e quarenta. Qual o horário do embarque?

Rapaz sorriso: 9 e meia, senhor.

Eu resignado: Ué? Esse também foi cancelado?

Rapaz sorriso: Não foi cancelado, senhor. Foi transferido para às 1o horas.

Então estou aqui, esperando meu vôo das 7 e quarenta transferido para às 10, que foi trocado pelo das 11 que iria sair as 7, que… porra, já até me perdi. Perdi também o que ia fazer de manhã no Rio.

E já que a WiFi do aeroporto tá funcionando direito, deixa eu lá ver o que tem no Papo de Homem.